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| Aqui os socialistas dominavam a corrução aí, no Brasil, o PT pratrocinou o assalto aos cofres públicos! |
De O Porto (Portugal) - Dizem que a corrupção no Brasil é endêmica e vem desde o império. Que assim como o sistema burocrático cartorário, a corrupção é uma herança maldita dos nosso colonizadores portugueses.
Bem, endêmica, maldita ou herança não interessa, a verdade é que ela está nos dois países. Faz parte do jogo político/empresarial tanto de Portugal como do Brasil. A política está dominada por personagens sem caráter algum que, com a ajuda financeira de empresários, e com o voto popular de um povo também sem caráter e ignorante, acabam galgando os mas altos portos políticos do país.
No caso do Brasil o povo conseguiu ser encantado por "representantes do povo" e nos regalou 12 anos de ladroagem do PT. Saiu a elite e entrou "o povo". A roubalheira, a corrupção continuou igual só que agora com um discursso social, mas nada mudou!
Aqui em Portugal, após 5 anos de investigações, falcatruas, compra de juizes e jornais, o Tribunal da Aveiro conseguiu, finalmente, condenar à prisão efetivamais de 30 envolvidos no famoso caso de corrupção e tráfico de influência que ficou conhecido popularmente com Face Oculta e que desviou milhares de Euros dos cofres públicos.
Tudo isso acontecu no governo do primeiro-ministro socialista José Sócrates que inclusive aparecia em várias gravações feitas judicialmente durante as investigações. Entre os condenados à prisão está o antigo ministro socialista Armando Vara. Cinco anos de cana dura.
Assim como aí no Brasil os Mensaleiros do PT tiveram "ajuda" de vários ministros do Supremo Tribunal de Justiça, aqui os ladrões também foram ajudados. O ex-ministro Armando Vara desta vez não pode contar com a ajuda do amigo Sócrates, nem do Procurador Geral da Repúblicae do presidente do Supremo que o haviam "slvado" do crime de Atentado Contra o Estado de Direito.
Aí no Brasil o ex-diretor da Petrobrás resolveu abrir o bico para salvar a pelo. Entregou até o Lula. O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, o presidente da Cãmara dos deputados, Henrique Alves e mais uma penca de ministros, deputados, governadores e candidatos a governadores. Até o "santo" morto Eduardo Campos.
Será que vai dar cadeia de novo como no Mensalão? Acho que hoje a coisa está mais dominada. Sei não...
A SORTE ME ESPREITAVA EM LISBOA
Panorâmica de Lisboa vista do oitavo andar do hotel Roma
Não sou dos que acreditam em sorte ou azar. Acredito que as coisas se encaminham para uma boa ou má solução conforme os tratos que se dá à bola. Talvez acredite um pouco no "quem procura acha" e, se procurar otimistamente, com espírito elevado, sempre acreditando que vai dar certo e se não se der não dar muita importância ao revés, a contabilidade final sempre será positiva.Vai da forma que se vê o mundo.
Filosofar sobre a existência de sorte ou azar é sempre complicado e perigoso. Se escrever muito sobre o assunto se corre um grande risco de cair em contradição. Mas fazer o quê? Se eu me contradizer um pouco mais abaixo...azar!
A coisa já começou na chegada a Lisboa. Depois de passar um dia maravilhoso conhecendo Braga, no norte de Portugal, embarquei em um Alfa Tur, da Comboios Portugal, às 7 horas da tarde no Porto Campanhã em direção a Lisboa. Começava a viagem para o sul. O trem rápido cobriu os 300 quilômetros em três horas. Uma viagem tranquila, confortável, rápida e com internet à bordo.
Hotel Roma
Aportar no hotel Roma já foi um lance, digamos...de sorte. Localizado na famosa e ampla Av. de Roma - com seus prédios em tons rosa e verde, passeios largos, lojas de marca e mercearias antigas, tal como descrita em "A arte de morrer longe", do escritor português Mário de Carvalho - o Roma foi mais do que havíamos contratado pelo Booking.com. Quarto triplo com mais de 60 metros quadrados, localizado no oitavo andar do prédio com uma sacada debruçada sobre a grande avenida e uma maravilhosa vista panorâmica de Lisboa.
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| Silveira: Churrasqueira salva-vidas |
Cerca de 22:30h desci ao saguão e caí na rua em busca de uma garrafa de vinho. Procurava um Porca da Murça, do Douro. Vinho que conheci por indicação do meu sogro. Gosto muito. A indicação de um shopping no final da "segunda à direita até o fim" não me valeu de nada. Já estava fechado.
Na caminha até lá, já fui mapeando bares e restaurantes da região do hotel. Pequenas casa de comida, alguns bares e até um pub de esquina permeavam o meu trajeto. Um deles me chamou a atenção pela algazarra que vários amigos faziam no local. Bebiam e cantavam. Se divertiam como se o mundo fosse acaba amanhã. Era uma pequena "churrasqueira" de esquina onde pude ver, através, da vitrine, uma grande quantidade de garrafas de vinho enfileiradas sobre a antiga geladeira industrial branca com 9 portas quadradas.
Marquei!
Silveira churrasqueira
Na volta da frustrada investida cheguei na churrasqueira "alegre". Entrei, dei boa noite e logo fui atendido por uma simpática senhora portuguesa, com certeza. Falei da urgência da minha necessidade, explique que havia chegado em Lisboa naquele momento e todas as lojas já estavam fechadas no entorno do hotel.
Perguntei se ela faria de gentileza de me "ceder" uma garrafa de vinho. Todo o diálogo era acompanhado atentamente pelos amigos, que agora em silêncio, ouviam o meu relato. Alguns tiveram de se levantar das cadeiras pois estavam espremidos entre as cinco mesas que improvisavam um mesão e a geladeira branca alouçada, onde estavam enfileiradas as garrafas de vinho.
- O vinho que tenho é para servir nas mesas, disse a senhora. Vou ter que cobrar o preço da carta.
-Sem problemas, disse eu.
Escolhi pelo rótulo um que achei mais simpático, não conhecia as marcas, perguntei o valor.
- 10 euros, falou a senhora.
De repente um homem de cabelos grisalhosque estava na mesa com os amigos levantou e perguntou:
- De onde você é?
- Do Brasil, respondi prontamente.
- Do Brasil todos aqui sabem que tu és desde a hora que tu entrou no recinto, Disse fazendo todos cairem na gargalhada.
- Quero saber de que cidade, perguntou.
- Florianópolis, uma ilha mara... fui interrompido com um grito:
- Conheço! Um paraíso! Vais levar esse vinho como um presente dos amigos e meu, Baltazar Afonso ao seu dispor!
Tudo isso aconteceu numa velocidade incrível a aquela energia cantante e alegre voltou à mesa dos amigos. Agradeci, dei um abraço no Baltazar. Quando saía olhei para trás a tempo de vê-los cantando e brindando. Era a "sorte" me rondando.
Cassino de Lisboa
Cheguei no hotel com a novidade do presente. Bebi, comecei a escrever, e ouço a inadvertida pergunta da Gisa:
- Tem cassino aqui em Lisboa?
Foi como oferecer banana para macaco. Sim, tem cassino em Lisboa, Gisa. O maior e mais moderno cassino de Portugal. Uma caixa de vidro com quatro andares de máquinas, mesas de roleta, black jack, poker e outros jogos, um perdição!
Foi o tempo de tomar um banho rápido, pois já estava no adiantado da hora, e mais uma vez sair para a rua. Desta vez a trabalho.
Cheguei no Cassino de Lisboa por volta das 12:30h, em 10 minutos. Fiquei impressionado com o tamanho da casa, luzes coloridas e vidros. A cada andar um profusão de gente, máquinas a se perder de vista e mesas de roleta jogando a pleno. Estava com eu gosto!
Rodei, andei pelo labirinto das máquinas procurando uma com interface amigável mas eram todas diferentes das que eu conhecia.
Encontrei uma mesa circular gigantesca com cerda de 10 máquinas ao redor. Da base dos monitores saíam colunas de vidro que piscavam luzes coloridas em sequência até chegar ao topo da pirâmede de 2 metros onde estavam grandes monitores que faziam girar o bonus e os grandes prêmios. Um luxo só!
Gostei, não sei porque, de uma das máquinas que estava ocupada. Fique na volta só esperando o cara levantar para tentar a sorte por ali. O desgraçado perdia e não largava o osso. Fiquei olhando de longe me divertindo com aquele exagero de luzes coloridas e sons apoteóticos que a máquina fazia. Uma breguice lasvegasiana!
De repente o azarado levantou e ocupei o seu lugar. Já havia tomado um uísque e as luzes agora estavam mais salientes. Sentei, tirei uma nota de 5¢ e outra de 10¢ do bolso da camisa e ofereci à máquina. Sugou o dinheiro com a voracidade deslavada das máquinas de cassino.
Olhei os botões, o teclado, os valores de apostas e desisti de entender como se jogava. Apertei na aposta máquima e...começou um gritaria e as luzes que não paravam mais de dançar. O som era de explosão a cada prêmio que o monitor do topo da pirâmidade pagava. 100 euros! 300 euros!...
Bem, em apenas uma primeira e única jogada de 15 euros eu havia ganho 1.500¢, sim mil e quinhentos euros!!!!
Apertei o botão de pagamento e fiquei esperando que a máquia cuspisse o vaucher. Nada! Só música e luzes. Sem sair do lugar, virei para trás e procurei um funcionário do cassino para reclamar que a máquin a não queria me pagar o prêmio.
Ao ver um ao longe, levantei a mão e gritei! O cara me olhou e saiu em outra direção. Achei tudo aquilo muito estranho. Minutos depois voltou acompanhado de outro atendente de camisa branca e colete preto que trazia uma bandeja prateada com um bolo de dinheiro em cima.
- Quando o prêmio é grande a máquina não emite o recibo. A central detecta o pagamento e entrega o dinheiro pessoalmente. Não precisa ficar chamando, gritando! Conte o dinheiro, me ordenou o mala que vestia um terno azul calcinha com rendas nos punhos da camisa branca.
Conferi os 1500 em notas de 50 e 100 euros e saí rindo em direção ao bar para tomar aquele fuerte que o meu amigo Jurandir Camargo costuma tomar quando comemora um jogada de sorte.
Estou feliz em Lisboa!!!
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| Com Afonso, amigo. |
Comer um bacalhau À Moda Martinho no Café Martinho da Arcada na Praça do Comércio, em Lisboa, não tem preço!
A indicação foi feita por meu irmão, Waldemar Rubim, que mora em Natal, e vem no mínimo duas vêzes ao ano a Lisboa. Com tanta frequência por esta cidade maravilhosa acabou fazendo grandes amizades. Uma delas foi o Afonso, garçom do restaurante Martinho da Arcada, na praça do Comércio.
Pois foi aí que fomos almoçar ontem onde encontramos o Afonso que nos atendeu muito bem e nos deu atenção o tempo todo. Simpático, falante, profissional, Afonso nos sugeriu os pratos, Bacalha à moda Martinho e Filé de Atum ao molho de alho, e o vinho. Maravilha!
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| Mesa de Pessoa: Preservada |
O ambiente mais português impossível. O tradicional Café Martinho da Arcada tem o privilégio de ser frequentado por grandes figuras da cena cultural e política lisboeta - "tenho o prazer de já ter recebido nesta casa cinco presidentes da República", diz Antonio Barbosa, o proprietário - mas é conhecido internacionalmente pela associação com o seu mais célebre cliente, Fernando Pessoa. Está lá preservada a mesa do mais universal poeta português.
Pessoa, considerado pelo crítico Harold Bloom um dos 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também inglesa, batia ponto diariamente no mítico Martinho da Arcada.
Em 13/09/2014
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Bochecha de novilho e risoto de vieiras com arroz negro |
Passear sem compromissos ou roteiros rígidos por Lisboa é o maior barato. Se corre o risco de, a todo momento, encontrar locais ou paisagem que não estavam no baralho.
A cidade é linda e cheia lugares com prédios antigos preservados e com seus espaços dotados de equipamentos voltados ao turismo, comércio e gastronomia.
Foi o que acabou acontecendo esta tarde quando peguei o metrô aqui na Av. de Roma e larguei em direção à estação Cais do Sodré. Saí do buraco (do metrô) para a rua onde apanharia um bonde (bonde mesmo) elétrico até Belém. Olhei para o outro lado da rua e vi uma construção com cara de mercado público. E era!
Era o conhecido Mercado da Ribeira erguido em 1882 e que nestes anos todos sofreu várias remodelações. A última foi a 4 meses atrás. O vão central coberto foi transformado em uma grande praça de limentação com restaurantes populares, de cadeias e estrelados com chefs de cozinha. Uma beleza!
Saimos do ponto do bonde para Belém, atravessamos a rua, e fomos conhecê-lo. Grata surpresa! Gente de todas as idades e nacionalidades ocupavam as mesas compridas de
madeira nova envernizada. Ao redor casas de fiambres, vinhos do Porto e ofertas gastronômicas as mais variadas.
Uma adiada temporariamente estratégica na ida para Belém e fomos procurar a iguaria que mais seduzisse o nosso paladar. Foi difícil escolher, tantas as oferta. Escolhemos o Alexandre Silva - trabaha com produtos frescos que se vendem no próprio mercado - e arriscamos um cardápio bem frugal. Bochecha de novilho e risoto de vieira com arroz negro. Acertamos! Uma maravilha. O vinho foi escolhido na adega e podem ser experimentados antes. Servem todos em taças como no Gastrobar La Cave de Florianópolis. Preços dos pratos super elaborados tem média de 8 a 15 euros. Honesto!

O ambiente agradável e alegre é gerido pela revista Time Out que define o investimento "como o primeiro projeto editorial a três dimensões no mundo".
A proposta é de uma originalidade e ousadia tão fantásticas, que por si só já é motivo para ser visitado.
Em sua página no FB a Time Out afirma que "o novo Mercado da Ribeira, revitalizado pela Time Out Lisboa, conta com cerca de 30 espaços de restauração servidos por 500 lugares sentados em área coberta e mais 250 de esplanada, situados na ala oeste. Aqui estão representados os melhores espaços, chefs e produtos nacionais. A nossa principal missão é transformar o Mercado num local de culto para os lisboetas e um ponto de paragem obrigatório para os milhares de turistas que nos visitam diariamente, unindo o mercado tradicional com um conceito mais gastronómico, cultural e de lazer". Missão cumprida!
Imperdível!
Eu...visionário!
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Cidade Histórica, marina e a Ria Formoso...pedindo um aterrinho!
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Ao subir, para tomar o café da manhã, ao topo do hotel que estou hospedado aqui em Faro, tive uma visão fantástica. Em primeiro lugar a paisagem da Cidade Histórica, com suas contruções do século 19 e vestígios da colonização fenícia no Mediterrâneo que data do século VIII, A.C.
Mas a visão mais fantástica que tive foi de futuro, de trazer a modernidade para estas paragens. Do salão de café, através de uma enorme janela de vidro, avistei a grande Ria Formosa que abrange uma área de 18.400 hectares e forma um labirinto de canais, ilhotes e zonas de vaza que a separa do Oceâno Atlântico. Tudo isso emerge na maré baixa e é um grande criadouro de aves de animais marinhos como Aplisia, Caboz, Cavalo-marinho; Mariscos; Sanrojas; Enguias; Vieiras; Polvos e Camarões.
Diante de tão maravilhoso cenário, o meu instinto comercial e visionário falou mais forte. Lembei-me imediatamente do moderno projeto de hotel e revitalização da área da Ponta do Coral em Florianópolis. Injustamente proibidos, até agora, de modernizar aquela área, culpa dos "contra" da cidade, pensei em apresentar um projeto para a construtora Hantei, aí da capital.
O aterramento da Ria Formosa, em frente ao hotel Eva, aqui no centro de Faro, nos daria a possibilidade de construír um mega empreendimento turístico para capatar os euros dos 5 milhões de visitantes/ano que esta região do Algarve recebe.
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| Palacete no centro de Faro |
Temos alguns problemas, pequenos eu diria, para conseguirmos licenciamentos ambientais e da municipalidade local. A Ria Formosa é uma área protegida pelo estatuto de Parque Natural desde 1987.
Mas isso é o "alho", coisa que imagino - com o "nosso" conhecimento dos meandros da burocracia ambiental, política e jurídica - seja fácil de resolver. Nada que alguns milhões de Euros não dobre a resistência de alguns políticos locais a fazerem algumas mudanças nas leis. É claro que essa parte é mais fácil em Florianópolis onde na Câmara de Vereadores dificilmente se encontra alguma resistência a este tipo de projeto modernizante e inovador, anunciador do progresso e dos novos tempos.
Acredito que não tenhamos mais gastos com o projeto. Pois aterrada a Ria Formosa, poderíamos transplantar o projeto arquitetônico da Ponta do Coral para cá, com seu mega-hotel, marina e todos os demais equipamentos necessários para atender a essa seleta e endinheirada clientela.
Me perdoem os "contras" mas estou com o$ "a favor"!